Aula de química

Wagner Moura dá show como o apaixonado Gustavo de A Lua me Disse e comprova sua verstatilidade

Apesar de não ter os traços típicos de mocinhos de comerciais, como boa parte dos bonitões de hoje, Wagner Moura assumiu o posto de galã como ninguém, na pele do Gustavo de A Lua me Disse. Então, o que é que o baiano tem? Com charme, carisma e talento raros, quem não baba quando ele lança aquele olhar ou pega de jeito a Heloísa da sortuda Adriana Esteves? Com química de sobra, o ator ganhou, em apenas uma semana, aprovação nas ruas e no mercado com a nova função.

"Ele tem um jeitinho de falar que é uma coisa de louco. Sem contar que mostra a importância de o galã não ser só um rostinho bonito, tem que segurar a onda", derrete-se a estudante Natália Gomes, 19 anos. "Ele e a Adriana têm aquilo que está tão na moda falar: química", resume a aposentada Fátima Ferreira, 55.

Ator ganhou o papel em cena com Adriana Esteves

Elas não são as únicas. O frisson causado pelo ator entre o público feminino ajudou Wagner a levar o papel.

"Estava à procura de um galã e comecei a perguntar às minhas amigas. A mulherada toda achava ele um tesão", conta o autor Miguel Falabella, fã do protagonista. "Galã é uma coisa muito específica, não depende só do ator querer, tem que ser um galã mesmo. Wagner fez um teste excepcional naquela cena da chuva, aí não teve para ninguém. Adorei", entrega Miguel.

Para Wagner, o segredo para assumir sua primeira novela sem medo é a companheira de cena e mulher de seu melhor amigo, o também ator Vladimir Brichta.

"Acho que o fato de conhecer a Adriana me ajudou a ficar mais à vontade. É sempre bom a gente contracenar com amigos e ela, mais experiente em novelas, tem sido muito legal", elogia ele, que, garante, não rolar ciúme entre os amigos.

"De jeito nenhum. Somos amigos e atores e estamos acostumados", diz Wagner, que admite ser seu principal torcedor.

"Eu torcia, mas não esperava tanto retorno. Estou muito feliz."

Talento gritante



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QUERIDINHO. Para o diretor geral da novela, Rogério Gomes, Wagner tem um diferencial. "Ele é muito bom ator e isso contou muitos pontos em relação a escalação que a gente queria. O talento dele fala muito mais alto do que qualquer coisa", elogia.



QUÍMICA. Mas além do talento, o diretor diz que a tão falada química conta, sim, para definir a escalação dos atores numa novela. "Quando o autor escreve já sabendo para quem é mais fácil, porque já sabe a postura e a embocadura do ator no texto. Tem personagens que a gente tem que fazer muitos testes até decidir. Mas a gente também vai, muita vezes por intuição e nessa, a gente se deu bem", diz Rogério.

LOUCOS.Com cenários coloridos e piadas diárias, a loucura está entre os ingredientes preferidos de Miguel Falabella. "Nós temos um universo próprio, claro que há quem não goste. Mas é uma novela que tem assinatura: tem gente louca, politicamente incorreta. Há distorção do naturalismo, um exagero."

Ombro

CARENTE. Depois de muito tentar, sem sucesso, dobrar a desconfiança de Heloísa, Gustavo, em breve vai encontrar um outro colo para lhe aquecer em A Lua me Disse. Quem vai cair na rede é Beatriz, personagem da atriz Natália Lage, atendente de bar que vai ouvir as lamúrias e oferecer mais do que um ombro amigo.

NÚMEROS. Diferentemente de sua antecessora, Começar de Novo, que estreou com 40 pontos de audiência e terminou com média de 34, A Lua me Disse tem tudo para reverter a situação. Mas, apesar da aparente aprovação do público, o Ibope ainda está aquém do esperado para o horário, com 30 pontos na primeira semana.

Fonte: O Dia

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